quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Blog abandonado

Sim, eu sei: meu blog está às traças. Confesso: nos últimos tempos, sequer lembro dele. Ando colocando de tudo no Twitter, mas nada de substancioso. Talvez seja por isso: ando superficial demais para escrever em mais de 140 caracteres.

Já tive momentos áureos: postei músicas, escrevi reclamações, comentei minha incipiente vida de operador jurídico. Tentei inclusive escrever sobre a correria do casamento. Mas nada consegui tocar adiante. Vai ver que é porque não ando com a alma preparada para discorrer sobre mim mesmo.

Casei, terminei as aulas do Mestrado, engordei (mais um pouco), estou advogando firme numa sala (atender em casa é um saco e, aconselho, deve ser apenas para remediar uma situação bem urgente). Estou atolado de textos do Mestrado para escrever, fora o projeto de dissertação e a própria dissertação. Pretendo e preciso participar de eventos. Quero lecionar as soon as possible. Preciso passar 24 camisas, segundo meu último levantamento, e há mais outras outras para lavar. Preciso ainda arrumar a casa. Preciso encontrar amigos, ir ao cinema, ler por hedonismo. E, talvez o principal desses últimos dias, escrever por hedonismo.

Olá, meu blog. Por incrível que possa parecer, ainda sou teu dono.

Não sei se ainda terei os leitores de outrora. Não sei eu eu lerei o que escreverei. Não sei sequer se escreverei. Acho, contudo, que poderia escrever. Que deveria.

Projetos, planos, metas. Muita coisa. O mundo passando, e o meu eu, ficando tergiversado. Acho que meu blog já foi um pedaço de mim. Acho que é por isso que estou voltando a escrever: para recuperar um pouco do meu eu que ficou abafado pela metodologia, jurisprudência e uma série de coisas que, apesar de exteriorizarem o que faço, não mostram realmente quem sou.

Blog abandonado, perdoa-me. Ainda gosto de ti.

Voltarei a escrever. Não papa amealhar leitores - até porque nunca os tive às pencas. Voltarei a escrever porque me amo, porque quero me amar, porque quero manter o juízo da pessoa em ordem. Ok, já sou um mestrando, um advogado, um músico, um marido. Preciso voltar a ser um Samuel.

Olá, meu blog. Tu te sentes meio solitário nesse mundo de tantos blogs e coisas do gênero? Eu também me sinto assim no meio de tanta gente. A maior solidão é na profusão de iguais, quando tu não passas de um ente dentre tantos outros - como ouvi numa aula de Introdução à Filosofia. Se tu te sentes assim, estás como eu me sinto. E, se for assim, ainda és o meu reflexo, minha imagem e semelhança.

Reiniciar: tarefa difícil. Manter a inércia é fácil - seja em repouso, seja em MRU; difícil é começar a acelerar para chegar a algum lugar. É isso que eu quero: acelerar.

Ainda estou devagar, mas meu ímpeto está forte. Acho que era disso que eu estava precisando.

3 comentários:

SGi/Sonia disse...

hahahahah
Sami, seja bem vindo.
DIa desses vim ate aqui e passei um "flit" nas baratas.
Mas como tenho medo de aranhas, nem mexi nas teias ali do cantinho:)

Volta mesmo.
Feliz casamento

Joanna disse...

Olááá!
Que bom que voltou... mesmo em ritmo lento.
Tb abandonei um pouco,mas isso não é novidade no meu caso.
Parabéns pelo casório! Que vcs sejam muito felizes e que nunca esqueçam que paciência e compreensão são palavras-chave quando se quer fazer dar certo (casei há 6 anos).
Aproveite as férias...
Beijos

Teresinha disse...

Olá, Sami.
Também "tô" voltando pra ti, digo pro teu blog. Logo tu que tanto me incentivaste a escrever num blog. Mas que bom! É sempre tempo de recomeçar. Mas não liga, não. Deve ser epidemia esses teus sintomas que a tantos tem atormentado. Mas é também verdadeiro o rico texto eclesiástico "Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito." Beijo, filhooo.