É quase verão! Se não fosse o calendário mostrar, eu já afirmaria que estamos entre o solstício e o equinócio. Época interessante, de muito calor, agitação, férias e mulheres nuas. E não é?
Infelizmente, e digo isso como homem, as mulheres estão ficando sem graça. Menos roupa, menos o que sonhar. São peitos que saltam aos olhos, bundas que lembram a fama de boas parideiras das brasilianas, coxas que ofendem a feiúra das demais terráqueas. Tudo bem, tudo isso é bonito (ao menos, eu acho); contudo, seria a nudez a melhor forma de se mostrar a si próprio e aos demais?
O mais legal da mulher é quando ela expressa o detalhe da sua personalidade com algo que pode passar batido se não for empregado o olhar arguto. Um laço no cabelo, um broche no vestido, uma armação nova, uma cor nova numa mecha, isso tudo não é o máximo? Isso sim é ser mulher, e não um mero objeto sexualmente desejável. Ainda creio que as adoradoras de Vênus consigam falar muito mais, dizendo quem são, como são e o que querem sem precisarem vender uma imagem de sou-tesuda-e-preciso-que-tu-me-desejes-eroticamente-para-nossa-felicidade. Ainda creio que mulheres possam chamar a atenção pelo charme, pelo ar de mistério, pelos olhos.
Olhos. Taí uma parte do corpo que mexe comigo. Mexe mesmo, de verdade. Acho que me abalam porque eles apenas são o que são, e, na pior das hipóteses, apenas os escondemos atrás dos óculos escuros. Deve ser por isso que esse tipo de adereço está cada vez mais usado: porque ninguém quer ser o que é, mas apenas mais uma popozuda ou um sarado de plantão.
Se alguma mulher me lê, peço que siga meu pedido: não procures ser gostosa, pois isso é passageiro; sê atraente, pois atração é uma coisa que persegue ao resto da vida. E não precisa ser solteira nem estar à caça para isso.
Bjo às mulheres, lindas ou não, e que sabem atrair!
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
A mocinha da estação
Acabo de passar por uma senhorita de saia godê branca (com florezinhas miúdas, que à distância parecem petit pois), blusa preta e sapatilha, carregando uma pequena bolsa em couro. Ó, que bonitinho! Só faltou a faixa preta no cabelo. É retrô, mas é bonitinho. Só faltou tocar Stupid cupid ao fundo!
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