sábado, 6 de fevereiro de 2010

Gregas e troianas

Não sabíamos direito o que almoçar; no fim das contas, Hadassa e eu comemos num greek fast-food do shopping (há coisas que só acontecem em Porto Alegre). Comida boa e temperada de modo parcimonioso, mas muito agradável - inclusive usando um pouco de colorau, que me traz às reminiscências a vida simples do interior. Pronto, saímos ambos satisfeitos (e com o bucho cheio de comida saudável!).

Mas a lembrança mais próxima que a gastronomia helênica me trouxe foi a da última vez que eu a havia deglutido, a saber, logo antes da segunda fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Naquela oportunidade, comi correndo, com pressa, mas comi bem; não estudei uma linha sequer para a prova, mas não via grandes problemas nisso, até porque não havia sequer terminado a faculdade de Direito.

Fui "de sangue doce", diria um amigo meu. Deu tudo certo, para alegria de todos e felicidade geral da nação: estou devidamente aprovado e apto a exercer as prerrogativas de Advogado.

Antes de começar o último semestre, eu assustava meus familiares, dizendo que desistiria do curso para virar músico profissional - talvez, cantor de bolero. Agora, curso acabado e qualificação assumida, quem sabe eu não me ponha a cantar "nos bares da vida"...

Advogado e cantor? Contradições de Porto Alegre? Não, só estou agradando juízas gregas e promotoras troianas...

Um comentário:

Cris Andersen disse...

Não sabes a imensa felicidade qu sinto ao ver meus amigos se sentido e se dando bem nessa vida maluca.

Parabéns meu grande. Já és um excelente cantor, espero que seja também um bom adEvogado, nunca se sabe quando precisaremos de um.

Grande beijo