sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Amor, Meu Grande Amor

Deuzolivre! Ângela Rô-Rô + Lexotan + banheira cheia de água + vinho Sangue de Boi completam um baita kit suicídio! Mas a música é boa, e ela é Cafona, mas eu gosto!

PS.: alguém lembra dela cantando O meu mal é a birita?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Comentários de quem assiste

Fechei a noite de ontem indo ao teatro. Sala aconchegante (Teatro Renascença), noite um pouco chuvosa e Shakespeare em cena (O sonho de uma noite de verão). Noite perfeita para teatro. Para completar, e tornar minha noite perfeita, faltou uma boa companhia. Ir sozinho ao teatro é o cúmulo da solidão (e é assim que me sinto por ora). C'est la vie.

Cheguei meia hora antes. Fui à bilheteria e ao café. Aguardei um pouco e, depois, fui à fila para entrar na sala de espetáculo. Tudo muito ordeiro, e se o público não era bem provido de finanças (embora eu ainda ache que $20 não seja um preço dos mais populares), era muito educado. Cruzou por mim o ex-governador Olívio Dutra e sua senhora, que me saudou afetuosamente e me pediu que enviasse abraços à minha avó, dizendo que eustou muito pareciso ao meu pai e meus tios. Enfim, sentia-me em casa.

Quanto à peça propriamente dita, pouco me resta a dizer: foi excelente. Os atores, também hábeis nas artes circenses, fazendo acrobacias em trapézio, aro e faixas. Magnífico. Isso foi constantemente presente no espetáculo. Valeu cada centavo. Shakespeare + Porto Alegre + boas atuações = bom divertimento.

Só não gostaria de haver saído sozinho da sala, muito menos entrar nela só. Devo ser muito excêntrico, pois não tenho companhias para minhas atividades. Droga de vida. Talvez, ao palco da minha vida, não haja muitos espectadores.

Mulher nova

A mulher tem na face dois brilhantes, condutores fiéis do seu destino
Quem não ama um sorriso feminino, desconhece a poesia de Cervantes


(esse trecho é magnânimo! É da música do Zé Ramalho Mulher nova, que me deixa corado, mas é um modo de ensinar História pras crianças!)

Gatinha Manhosa

Chegamos ao 100a edição! Para comemorar, Léo Jaime!

Pela centésima vez, digo: é Cafona, mas eu gosto!

Hoje estou assim

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Voz que clama no deserto

Assisti a um filme bem interessante, Linha de Montagem. Nele, o [hoje] Presidente Lula ainda era sindicalista, usava uma barba idêntica à do Raul Seixas e falava em “opressão econômica” e todo o palavrório marxista. Excelente filme, mostra e conta as articulações de greve em São Bernardo do Campo no início dos anos 80. Interessante. Valeu (e muito) o investimento da entrada: sala boa (no SindiBancários, uma salinha pequena, mas muito confortável, e com um atendimento de primeiríssima – com direito à pergunta “a temperatura está adequada?”, feita quando entrei), filme bom, tudo bem legal.

Lula era o exemplo da liderança pessoal. A figura dele, aclamada entre os metalúrgicos, era a representação do bem maior, o símbolo da defensa dos trabalhadores. Os fracos e oprimidos se viam nele. Hoje, 30 anos depois (fora as aplicações de botox, o clareamento dental e o tratamento VIP que se dispensa às “Nossas” Excelências) o que constatei é que não temos mais alguém para chamar quando precisamos, enquanto proletários, para que lute por nossos interesses. A oposição trabalhadora hoje governa, não sabe mais o que é bater ponto e esquece de quem está na base. Complicado isso.

Todos nós precisamos da figura do João Batista, a voz que clama no deserto, preparando a vinda do Messias. Será que, hoje, Lula é o Messias, e o que fez, fê-lo por anseio desse posto? Nada há que se possa duvidar nessa vida. Mas o que sei, e não há como não saber, é que não há mais uma figura que vele por nós.

No filme, havia uma faixa pintada com dois rostos, o de Jesus e o de Lula. Às vezes, acho que Luís Inácio gostaria de assumir essa figura do salvador imarcescível, assim como a tem o alferes Tiradentes. Enfim, convém lembrar que Jesus era pobre, foi morto pelo mesmo povo que o aclamou (no Domingo de Ramos, anterior à sexta-feira da crucifixão) e não concorreu a mandato. Gritar por justiça é difícil, mas foi feito; será que [brizolisticamente falando] o Sapo Barbudo abraçaria esse rabo de foguete? O tempo nos dirá.

Correndo atrás do rabo

O Brasil é, historicamente, cíclico em todas as suas atividades, sempre construindo e desconstruindo. Hoje eu lia sobre a situação de Cesare Battisti, o terrorista italiano e lembrava que, em 28 de janeiro de 1808 abríamos portos às nações amigas. Na época da guerra, em 28 de janeiro de 1942, fechávamo-nos às relações com alemães e italianos. Não temos mais guerra, não fugimos de Napoleão nem precisamos tomar Monte Castelo; por que perdermos o apoio da amiga Itália?

Ainda não entendo porque temos esse cidadão em nosso meio. Estamos acolhendo terroristas em nosso meio! Não é o Brasil compromissado em lutar contra o terrorismo (conforme o quarto artigo da Constituição)? Parece que construímos e desconstruímos. Nossa relação internacional não é linear, não avança em francos passos. Droga de vida. É nessas (e outras) horas que me sinto num país que se comporta como se fosse um cachorro, a rodopiar para mordiscar a própria cauda, rodopiando em círculos e não avançando.