quarta-feira, 8 de julho de 2009

Chove em Porto Alegre.

Chove em Porto Alegre.

Sim, com ponto final. Chove em Porto Alegre. É uma frase de início e fim, com início de garoa e fim de pé molhado. Chove.

Aprendi que isso era uma oração sem sujeito. Como assim, “sem sujeito”? Só porque meu nome não está ali? Há sujeitos, sim; eu, inclusive! Chove em Porto Alegre, e EU molho meu pé, vou trabalhar enfrentando um trânsito caótico, fico o dia inteiro com a sensação de que cheiro a cachorro molhado e sofrendo de sem-gracisse, uma letargia do demônio para atuar.

Mas não há sujeito em “Chove em Porto Alegre”.

E, se não há sujeitos, não há direitos. O Direito surge aos sujeitos.

Preciso que pare de chover, pelamordedeus!

3 comentários:

Ingrid Scherdien disse...

pronto, pronto... já aliviou um pouquinho!

:)

Lúcia disse...

hahahahaha
Adorei!
Por favor, dá uma sopradinha aí e manda a chuva pro litoral, que não venha prá cá, detesto chuvaaaa!!!
Bjos

Teresinha disse...

Bah, guri. Fico cinzenta em dia de chuva. Não acho nada de engraçado. Dizem que é bom pra ler. Não tenho vontade de ler, aliás, pra ler preciso de muita luz.Muito menos tenho vontade de comer como alguns. Bom seria se chovesse só enquanto dormimos. A propósito, chove em Pelotas. Beijo, filhooo!