sábado, 4 de abril de 2009

Sobre as fotografias e o fografar


Tu não tens a impressão que, hoje, a reprodução fotográfica é banal, com todo mundo com sua câmera e zilhares de fotos nos pê-cês, celulares e coisa e tal? Sei lá, lembro das meninas da escola nos passeios de escola com suas camerazinhas, ganhadas ou emprestadas, tirando fotos e fazendo cartazes de cartolina dos animais no zoológico, das agendas coloridas de retratos e das imagens presenteadas pelas amigas imortais umas às outras.

Embora não seja uma representante do sexo feminino, também tive uma câmera (homens também podem retratar); quando ela ficou de meu uso exclusivo, já era ultrapassada há muito, mas ainda funcionava. A máquina não tinha flash próprio, precisando-se colocar um MagiCube para retratar em ambientes internos (fora aquela alavanca para passar o filme, acondicionado em um cartucho inteiriço). Não tínhamos muitas condições de retratar tudo, fotografávamos apenas o essencial, e o fazíamos duas vezes "para garantir" a perpetuação daquela imagem num papelucho quadriculado, em que, algumas vezes, a casa que revelava punha até a data (mês/ano) da fotografia. Isso é coisa de museu, mas vivi essa época.

Parece que temos a ânsia de deixar o mundo estático com as fotos; entretanto, gosto dele assim, correndo pelos dedos, mas deixando uns restinhos da sílica nas dobras das falangetas, só pra contar que ele passou por mim. Só assim as fotos têm sentido: elas não são, elas estão sendo.

Gosto das imagens em preto-e-branco, elas não retratam um momento, apenas ilustram uma vivência. Não gosto de filmagens, pois pouco se percebe nelas. A vida não foi feita para ser estática, sei disso, mas cada pedaço dela forma um todo; eis o fenômeno do fotografar: olhar o simples, mas olhar o além. É um olho que não apenas , mas percebe.

Pra não ver você ir embora

Espero que as gerações futuras não pensem que o Créu existiu desde sempre. Uma boa música para um bom findi!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sapore di sale

A paixão é cafona, mas é tão bonitinha...! Eu gosto, tanto da paixão quanto da música.

Gino Paolo, Canta aquela!

quarta-feira, 1 de abril de 2009