Volto de carona todos os dias em que tenho aula. Dividimos o custo do combustível e seguimos felizes, eu e meus colegas de faculdade. Ocorre, contudo, que uma coisa não os deixa muito felizes: as pessoas costumam me chamar para falar, o que acaba deixando o motorista meio nervoso. Acontece. A questão é que, hoje, fui chamado de "mergúmeno". O que viria a ser "mergúmeno"? É uma qualidade abstrata, batráquia, rélpis? Enfim, deixa pra lá!
Aí segue uma notícia de uma verdadeira "mergúmena".
Abraço e boa semana!
+ * + * +
Brasileira é detida após sair nua pelas ruas em Hong Kong
Jovem, que gritava ser 'o demônio', foi levada a hospital e liberada no mesmo dia.
Da BBC
Uma brasileira foi detida pela polícia de Hong Kong após correr completamente nua pelas ruas movimentadas do centro da cidade neste fim-de-semana.
Por volta das 9h00 da manhã de sábado, no horário local, a jovem Talita Anikan, de 20 anos, saiu pelo bairro de Wan Chai assustando os pedestres e gritando que era "o demônio" e que a "hora do juízo final havia chegado".
De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, Anikan saiu do elevador do prédio em que reside e correu completamente nua por cerca de 30 metros até se abrigar em uma loja de celulares, onde se sentou e cobriu o corpo com os braços.
O segurança de um prédio viu Anikan sair do elevador sem roupas e chamou a polícia.
Policiais e serviços de emergência chegaram ao local minutos depois.
Os oficiais cobriram Anikan com um cobertor antes de levá-la de ambulância para um hospital.
A polícia disse à BBC Brasil que a brasileira não soube explicar seus atos.
De acordo com informações dadas pelo hospital, Anikan foi liberada no mesmo dia. Testes clínicos iniciais não mostraram sinais de embriaguez ou uso de drogas.
A brasileira não tem histórico de internações por doenças mentais no sistema de saúde de Hong Kong.
A polícia registrou o incidente, mas a brasileira não foi enquadrada em nenhuma contravenção, informou à BBC Brasil a assessoria de imprensa da corporação.
O consulado brasileiro de Hong Kong disse que não foi contatado pelas autoridades chinesas e desconhece maiores detalhes do caso, porém está à disposição para auxiliar Anikan e deverá tentar falar com a brasileira em breve.
Uma vizinha de Anikan afirmou ao jornal local South China Morning Post que ela se mudou para a cidade há cerca de dois meses.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
As time goes by
You must remember this,
A kiss is just a kiss,
A sigh is just a sigh,
The fundamental things apply,
as time goes by.
And when two lovers woo,
They still say "I love you,"
On that you can rely,
No matter what the future brings,
as time goes by.
Moonlight and love songs,
never out of date,
Hearts full of passion,
jealousy and hate,
Woman need man, and man must have his maid,
that no one can deny.
It's still the same old story,
a fight for love and glory,
A case of do or die,
The world will always welcome lovers,
as time goes by.
Deus dos Antigos
(AUTOSAG)
Deus dos antigos, cuja forte mão
Rege e sustém os astros na amplidão
Do cintilante céu inspirador,
Com gratidão cantamos Teu louvor.
Já no passado foste nossa luz;
Hoje És farol que à vida nos conduz;
Sê nosso esteio, guia e proteção;
Tua Palavra, Lei e Direção.
Da guerra e morte ou crime assolador
Seja o Teu braço nosso defensor;
Nos corações implanta a fé audaz
Para fruirmos Teu amor na paz.
Teu povo, ó Deus, restaura em seu labor;
Transforma a noite em dia de esplendor
As nossas vidas vem fortalecer
Para Teu nome sempre engrandecer
Deus dos antigos, cuja forte mão
Rege e sustém os astros na amplidão
Do cintilante céu inspirador,
Com gratidão cantamos Teu louvor.
Já no passado foste nossa luz;
Hoje És farol que à vida nos conduz;
Sê nosso esteio, guia e proteção;
Tua Palavra, Lei e Direção.
Da guerra e morte ou crime assolador
Seja o Teu braço nosso defensor;
Nos corações implanta a fé audaz
Para fruirmos Teu amor na paz.
Teu povo, ó Deus, restaura em seu labor;
Transforma a noite em dia de esplendor
As nossas vidas vem fortalecer
Para Teu nome sempre engrandecer
sábado, 11 de outubro de 2008
Sonhos
O que é um sonho? Um desejo surreal para a vida real ou é um descolamento real de uma vida surreal? Anos de terapia podem ajudar, mas não creio que respondam plenamente o que questiono.
+ * + * +
Pensava, hoje à tarde, em Pigmalião: o cidadão começou a notar os defeitos das mulheres e se encheu com isso; preferiu, assim, sonhar com uma mulher perfeita, esculpindo-a para si, e rogando a Afrodite que tal estátua se tornasse uma amante real. Foi o que houve: a deusa do amor presenteou o artífice, dando ao mármore o fôlego vivente, e puderam-se unir em casamento.
Que riqueza de acepções há nesse indivíduo e nessa história! O ser humano é incompleto por natureza, e tão incompleto é que, para fugir dessa realidade, procura alguém que supra as necessidades; ocorre, contudo, que essa busca pode se tornar longa e difícil, a ponto de muitos desistirem no meio do caminho. Outros, entretanto, resolvem dar solução própria às suas pendências, lançando mão dos recursos próximos disponíveis para seu hedonismo; não sendo isso sempre possível, recorrem à divindade, num ato de re-ligação (e, nisso, frisa-se a idéia de religião) visando à auto-satisfação e, nesse encontro metafísico, pretende-se ao menos manipular o supraempírico (quando dominar fica muito distante das limitações).
Digredindo, lembro de Martinho da Vila (que, embora não muito erudito, compôs o tema de Pigmalião): para já quem teve “mulheres de todas as cores / de várias idades, de muitos amores” e em nenhuma delas encontrou a felicidade, somente buscando fora da humanidade a solução dos seus problemas.
Não foi a estátua que ganhou vida, mas foi a divindade que penetrou num desejo de um mortal. Contudo, uma estátua e um sentimento são eternos; uma mulher é uma mortal, finita e limitada. Perdi contato com Pigmalião e Galatéia, sua senhora: sei que tiveram Pafos, um menino, e assim ficou. Se ela ficou com estrias, celulite ou flacidez, a mitologia não contou. Se a coisa fosse puramente divina, ela teria a chance de ficar perfeita; mas não dá pra esquecer que, quando o homem põe a mão nas coisas, sempre há uma imperfeição. Do Criador eram o mármore e a alma, mas a forma era humana. Dá pra ser, depois disso, perfeita?
+ * + * +
“Não recebemos as respostas que queremos porque não fazemos as perguntas necessárias”, disse-nos o professor em sala de aula. Temos, todos nós, as soluções às nossas carências: os sonhos. Neles, excluímos todas as possibilidades tangíveis e colocamos à sorte aquilo que não nos está nesse escopo. Chega Deus (ou o tempo, ou a sorte, ou o seja-lá-qual-motivo-for) e nos dá o que ansiamos; será que basta?
Enfim, sonhar é do ser humano. Se certo ou errado, não interessa. Persigamos esse alvo. Só uma coisa pode ser maior a uma pessoa que atingir um alvo: buscá-lo.
+ * + * +
Se os homens dessem mais atenção à colocação dos problemas em termos reais e objetivos, do que costumam dar às teorias, haveria menos desentendimento e um maior esforço de colaboração, de compreensão e de paz. O esforço no sentido de colocar os problemas em termos reais e objetivos exige honestidade de propósitos, sinceridade, espírito de dedicação, compromisso com a verdade antes de tudo, em lugar da luta cega pelos interesses imediatos. Por isso, ouso fazer esse convite: procuremos as soluções que se esforçam por colocar os problemas como eles devem ser colocados, em lugar de colocar os problemas de modo que eles caibam nas soluções que já trazemos conosco antecipadamente. Somos problemas à procura de soluções: a solução primeira é tomar consciência dos problemas, dos problemas que nós somos, dos problemas que nós pomos, dos problemas que se põem para nós, dos problemas que devemos descobrir diante de nós. É mais fácil construir uma teoria do que formular com precisão um problema – eis a questão. E por isso dizemos que as soluções estão à procura dos problemas.
[MENDONÇA, Eduardo Prado de. O mundo precisa de filosofia. 7.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1984, p.73.]
+ * + * +
Pensava, hoje à tarde, em Pigmalião: o cidadão começou a notar os defeitos das mulheres e se encheu com isso; preferiu, assim, sonhar com uma mulher perfeita, esculpindo-a para si, e rogando a Afrodite que tal estátua se tornasse uma amante real. Foi o que houve: a deusa do amor presenteou o artífice, dando ao mármore o fôlego vivente, e puderam-se unir em casamento.
Que riqueza de acepções há nesse indivíduo e nessa história! O ser humano é incompleto por natureza, e tão incompleto é que, para fugir dessa realidade, procura alguém que supra as necessidades; ocorre, contudo, que essa busca pode se tornar longa e difícil, a ponto de muitos desistirem no meio do caminho. Outros, entretanto, resolvem dar solução própria às suas pendências, lançando mão dos recursos próximos disponíveis para seu hedonismo; não sendo isso sempre possível, recorrem à divindade, num ato de re-ligação (e, nisso, frisa-se a idéia de religião) visando à auto-satisfação e, nesse encontro metafísico, pretende-se ao menos manipular o supraempírico (quando dominar fica muito distante das limitações).
Digredindo, lembro de Martinho da Vila (que, embora não muito erudito, compôs o tema de Pigmalião): para já quem teve “mulheres de todas as cores / de várias idades, de muitos amores” e em nenhuma delas encontrou a felicidade, somente buscando fora da humanidade a solução dos seus problemas.
Não foi a estátua que ganhou vida, mas foi a divindade que penetrou num desejo de um mortal. Contudo, uma estátua e um sentimento são eternos; uma mulher é uma mortal, finita e limitada. Perdi contato com Pigmalião e Galatéia, sua senhora: sei que tiveram Pafos, um menino, e assim ficou. Se ela ficou com estrias, celulite ou flacidez, a mitologia não contou. Se a coisa fosse puramente divina, ela teria a chance de ficar perfeita; mas não dá pra esquecer que, quando o homem põe a mão nas coisas, sempre há uma imperfeição. Do Criador eram o mármore e a alma, mas a forma era humana. Dá pra ser, depois disso, perfeita?
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“Não recebemos as respostas que queremos porque não fazemos as perguntas necessárias”, disse-nos o professor em sala de aula. Temos, todos nós, as soluções às nossas carências: os sonhos. Neles, excluímos todas as possibilidades tangíveis e colocamos à sorte aquilo que não nos está nesse escopo. Chega Deus (ou o tempo, ou a sorte, ou o seja-lá-qual-motivo-for) e nos dá o que ansiamos; será que basta?
Enfim, sonhar é do ser humano. Se certo ou errado, não interessa. Persigamos esse alvo. Só uma coisa pode ser maior a uma pessoa que atingir um alvo: buscá-lo.
+ * + * +
Se os homens dessem mais atenção à colocação dos problemas em termos reais e objetivos, do que costumam dar às teorias, haveria menos desentendimento e um maior esforço de colaboração, de compreensão e de paz. O esforço no sentido de colocar os problemas em termos reais e objetivos exige honestidade de propósitos, sinceridade, espírito de dedicação, compromisso com a verdade antes de tudo, em lugar da luta cega pelos interesses imediatos. Por isso, ouso fazer esse convite: procuremos as soluções que se esforçam por colocar os problemas como eles devem ser colocados, em lugar de colocar os problemas de modo que eles caibam nas soluções que já trazemos conosco antecipadamente. Somos problemas à procura de soluções: a solução primeira é tomar consciência dos problemas, dos problemas que nós somos, dos problemas que nós pomos, dos problemas que se põem para nós, dos problemas que devemos descobrir diante de nós. É mais fácil construir uma teoria do que formular com precisão um problema – eis a questão. E por isso dizemos que as soluções estão à procura dos problemas.
[MENDONÇA, Eduardo Prado de. O mundo precisa de filosofia. 7.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1984, p.73.]
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Bryan
Estou a me dever a escrita desse fato. Ocorreu terça-feira, na plataforma de embarque do metrô, saindo do trabalho a caminho do Serviço de Assistência Judiciária Gratuita em que atuo na faculdade.
Em cima da hora, não podia sequer pensar em perder um segundo. Aguardando um tanto quanto impaciente a chegada do veículo que me levaria ao destino, chega do outro lado um quarteto de vagões, indo em sentido contrário, e descarrega boas dezenas de pessoas, como sói ocorrer. Dentre tantos homens e mulheres, um garoto de rosto redondo e sujo, de roupa rota e de caixa de engraxate no ombro, ruma à escada rolante. Ao ser notado, o caminho do guri mudou: veio direto a mim, apôs seu caixote ao chão e disse-me “vamo, tio”, apontando aos meus sapatos.
Confesso que não estava muito disposto a ver meus calçados serem polidos pelo menino que julguei não saber fazê-lo de modo satisfatório. Disse que estava atrasado e que não poderia perder o trem. “Não tem problema, eu entro junto”, disse-me, com a docilidade pueril, mas a necessidade cruel da vida. Pobre menino: já sabe que é preciso navegar.
Aceitei. Ao entrarmos, foi separando seus apetrechos enquanto continuávamos uma conversa. Perguntei quanto ele pedia pela tarefa. “Um pila” foi o que ouvi. “Darei-te dois, pra valorizar teu trabalho”, e deixei que realizasse sua missão.
Tudo pronto, dinheiro alcançado, convidei-o para sentar ao meu lado. Ele, um menino mal vestido e sujo, lutando pelo seu ofício; eu, um menino de terno e gravata, cheirando bom perfume e lutando pelo meu. Tão parecidos, mas tão diferentes!
Perguntei o que ele havia comido. Nada. Maldades da vida: quem luta para se manter, não se sustém, e quem nada faz, tem de sobra. Fi-lo prometer que comeria com mais um trocado que dei. Levantou-se feliz e disse que, de barriga cheia, poderia trabalhar mais.
Mas nem precisou. Quando iria descer do vagão, uma cidadã o interpelou para uma graxa.
Deus te abençoe, Bryan, dando-te forças para lutar pelo que tu queres. Que Ele te encaminhe para longe do caminho que teu irmão escolheu e te ponha longe do crime. Que o Grande Arquiteto do Universo te construa uma vida de glórias e te dando a maior das riquezas: a de espírito. Que Deus te conserve assim, menino.
Samuel, um guri,
irremediavelmente humano
Em cima da hora, não podia sequer pensar em perder um segundo. Aguardando um tanto quanto impaciente a chegada do veículo que me levaria ao destino, chega do outro lado um quarteto de vagões, indo em sentido contrário, e descarrega boas dezenas de pessoas, como sói ocorrer. Dentre tantos homens e mulheres, um garoto de rosto redondo e sujo, de roupa rota e de caixa de engraxate no ombro, ruma à escada rolante. Ao ser notado, o caminho do guri mudou: veio direto a mim, apôs seu caixote ao chão e disse-me “vamo, tio”, apontando aos meus sapatos.
Confesso que não estava muito disposto a ver meus calçados serem polidos pelo menino que julguei não saber fazê-lo de modo satisfatório. Disse que estava atrasado e que não poderia perder o trem. “Não tem problema, eu entro junto”, disse-me, com a docilidade pueril, mas a necessidade cruel da vida. Pobre menino: já sabe que é preciso navegar.
Aceitei. Ao entrarmos, foi separando seus apetrechos enquanto continuávamos uma conversa. Perguntei quanto ele pedia pela tarefa. “Um pila” foi o que ouvi. “Darei-te dois, pra valorizar teu trabalho”, e deixei que realizasse sua missão.
Tudo pronto, dinheiro alcançado, convidei-o para sentar ao meu lado. Ele, um menino mal vestido e sujo, lutando pelo seu ofício; eu, um menino de terno e gravata, cheirando bom perfume e lutando pelo meu. Tão parecidos, mas tão diferentes!
Perguntei o que ele havia comido. Nada. Maldades da vida: quem luta para se manter, não se sustém, e quem nada faz, tem de sobra. Fi-lo prometer que comeria com mais um trocado que dei. Levantou-se feliz e disse que, de barriga cheia, poderia trabalhar mais.
Mas nem precisou. Quando iria descer do vagão, uma cidadã o interpelou para uma graxa.
Deus te abençoe, Bryan, dando-te forças para lutar pelo que tu queres. Que Ele te encaminhe para longe do caminho que teu irmão escolheu e te ponha longe do crime. Que o Grande Arquiteto do Universo te construa uma vida de glórias e te dando a maior das riquezas: a de espírito. Que Deus te conserve assim, menino.
Samuel, um guri,
irremediavelmente humano
Poemas no trem
...
Meu alvoroço de oiro e lua
Tinha por fim que transbordar...
- Caiu-me a alma no meio da rua,
E não a posso ir apanhar!
(fragmento de “Sete Canções de Declínio, de Mário de Sá-Carneiro, colocado no metrô)
Meu alvoroço de oiro e lua
Tinha por fim que transbordar...
- Caiu-me a alma no meio da rua,
E não a posso ir apanhar!
(fragmento de “Sete Canções de Declínio, de Mário de Sá-Carneiro, colocado no metrô)
Amigo punk
Emocionalmente, estou tri bem (um dia, escrevo para quem não é gaúcho o que quer dizer o “tri”); fisicamente, tô com uma rinite complicada. No inglório saber do meu germano, estou com uma “peste do mal”. Ta feio o caso. A cabeça parece um balão. Detalhe: fiz um tratamento pra ver se ajeitava, mas voltou. É alérgica a coisa. Tomara que não preciso tomar corticóide até o fim da vida: dá uma fome do cão e deixa inchado o seu usuário: só para provar, sinto que tenho a própria órbita, e os objetos à minha volta não caem mais, sendo todos atraídos ao meu próprio baricentro. Agora entendo plenamente o que quer dizer a expressão “tudo girar em torno do próprio umbigo”.
Tá feia a coisa. Tá punk. E enquanto vou convivendo com esse amigo indesejado, deixo a música da gaúcha Graforréia Xilarmônica (mesmo estando a tocar no trem “Dançando Lambada”, música com que Herodias seduziu a atenção a atenção de Herodes). A animação é terrível e a letra é rústica, mas bem curiosa. Para quem conhece um pouco da cultura gauchesca, consegue-se notar uns traços gaudérios na execução. Boa audição para quem se animar a ouvi-la.
Sabuéu, o cõngestiodado
Tá feia a coisa. Tá punk. E enquanto vou convivendo com esse amigo indesejado, deixo a música da gaúcha Graforréia Xilarmônica (mesmo estando a tocar no trem “Dançando Lambada”, música com que Herodias seduziu a atenção a atenção de Herodes). A animação é terrível e a letra é rústica, mas bem curiosa. Para quem conhece um pouco da cultura gauchesca, consegue-se notar uns traços gaudérios na execução. Boa audição para quem se animar a ouvi-la.
Sabuéu, o cõngestiodado
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