segunda-feira, 5 de março de 2012

Dia 12: Uma foto que define sua faculdade, ou a que quer fazer


Tive muitas pessoas queridas, alguns bons amigos e poucos desafetos. Sorri e chorei na vida acadêmica. Mas são coisas que a gente passa pra poder fazer valer a pena, né?

Até amanhã!

domingo, 4 de março de 2012

Dia 11: Uma foto de algo que lembre seu Ensino Fundamental


Minha 1ª série foi meu marco acadêmico. Muito mais que "escrever emendado", lá vi como desenvolver potencialidades e vi quem estivesse interessado nisso - um professor, de verdade. Ou melhor, uma professora: Tânia Argimon, de quem até hoje herdo a caligrafia.

Até amanhã!

sábado, 3 de março de 2012

Dia 10: Uma foto antiga da sua família


A foto não é propriamente antiga, mas é expressiva: esse foi o primeiro natal que passamos depois que eu casei. Consegui reunir quase todos na minha casa de cerca de 50m². Assamos peru e tudo. Mesmo alojados em regime de acampamento, foi um dia memorável, que quero carregar com muito carinho.

Até amanhã

sexta-feira, 2 de março de 2012

Dia 9: A foto de alguém que marcou a sua vida



Ela não se acha fotogênica, fala pouco, é pragmática e faz a melhor torta de bolacha do Universo. Adotou-me como filho quando saí da casa dos meus pais para estudar. Na verdade, ela sempre teve a mim como filho, sempre me amou e me tratou com muito carinho.

Aprendi com ela o valor da dedicação. Nunca a vi esmorecer diante das dificuldades. Acho que ela não conhece perturbações - eu diria que é estoica. Acho que nunca a chamei de "tia": sempre vi minha mãe chamá-la de Mana (minha mãe é a mais velha das duas), e eu a chamei assim. Meu irmão a chama assim. Hadassa a chama assim. Deve ser porque "Mana" é parecido com "Mama", com mamãe. E é assim que eu a vejo, com todo o respeito e admiração.



Ela e Tio Jorge foram, enquanto eu era garoto, meus segundos pais; hoje são meus primeiros pais - não por serem mais importantes que meus pais biológicos, mas por estarem mais perto e poderem conviver mais comigo, ainda que o casamento me tenha afastado um pouco em razão do tempo. Sem medo de errar, meus pais são os amigos da Hadassa, e meus tios ficaram como os sogros, em razão dessa proximidade e desse carinho que nutrimos. Não foi sem razão que eu os convidei para ficarem ao meu lado no altar no dia do sim.



Bueno, por hoje chega. Até amanhã!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dia 8: A foto de algo que você gostaria de estar fazendo agora



Simples e prático (e não muito difícil): queria estar tomando café em Buenos Aires, lendo, comendo empanadas e alfajores. Pra mim, já bastava. ;D

Até amanhã!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dia 7: Uma foto de um sonho



Não sou mais ingênuo: tudo o que se refere a trabalho dá trabalho - e nem sempre é tão agradável. Mas confesso: viver da música é um sonho que guardo, mais especificamente tocando piano numa ou mais orquestras. Estudei piano por bom tempo, mas há muito não toco de verdade, desafiado por preparação exaustiva e complexa. Creio que, com uns 6 ou 12 meses de preparação, voltaria à boa forma. Mas isso anda muito distante de mim ultimamente, e se distancia cada vez mais. É um sonho, sonho esse que vejo esmaecer entre pilhas e pilhas de processos. C'est la vie.

Tá bom, eu sei, o troço aqui anda meio deprê. Vou dar jeito. Até amanhã!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dia 6: Uma foto que te dá saudade



Vó Maria sempre foi uma pessoa por quem nutri imenso carinho. Tirei essa foto porque ela gostou muito do meu chapéu, logo que eu o comprei. Divertimo-nos à beça com as histórias de chapéus.

Tive a felicidade de conhecer e conviver com as minhas duas avós. Vó Maria, mãe do meu pai, era uma mulher mais prática, mais despachada; Vó Eva, mãe da minha mãe, já é um pouco mais acomodada, embora goste de uma boa prosa. Já contei um episódio das duas em outro momento.

Quando se é criança, não se sabe aproveitar os avós como se deve; quando adultos, a vida nos afasta deles. Infelizmente foi assim com Vó Maria: foi adoecendo, ficando fraquinha e, depois de quase um ano padecendo, veio a falecer em 1º/11/10. Foi para os braços do Pai Celeste. Não consegui ficar com ela nos últimos tempos em razão do trabalho e dos estudos, e depois que ela se mudou pra longe, piorou para vê-la. Também não pude ir nos atos finais, mas fiz todo o empenho para que meu pai pudesse acompanhar: comprei-lhe as passagens rodoviárias para vir do interior à capital e daqui, ele pegou o avião para se despedir dela. Voltou ele feliz e consolado. Mas eu não havia me despedido dela. Meu adeus se deu num sonho: sonhei que andávamos ela e eu de carro (nem no sonho eu dirigia!), e eu lhe disse "eu não queria que a senhora tivesse ido!"; ela me respondeu "assim estou melhor; nada dói e estou com meu Senhor". Acordei com a lágrima da saudade, sentindo no corpo esse último abraço - abraço esse que ela não conseguia mais dar, em razão da fraqueza. Fui, por esse prisma, o privilegiado.

Minha última fala com ela foi ao telefone: eu estava no hotel, preparando-me para sair à aula do Mestrado; ela me disse que não estava muito boa e que possivelmente não conseguisse ir ao meu casamento, o que lamentava deveras - mas, mesmo assim, estava deixando o cabelo crescer para fazer um coque bonito. Não conseguiu vir, já estava de partida à morada celestial, restando-lhe só mais uns dias nessa vida terrenal.

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Vó Maria gostava de pêssegos, figos, arroz com frango, churrasco de cupim e Coca-Cola. "Uma coquinha", como ela dizia. Nesse dia, há uns 5 anos, foi o que fizemos, Vó Eva, Vó Maria, Hadassa e eu.

Num dia meio nublado, eu a convidei para tomarmos um cafezinho, a umas duas quadras de casa. Saímos de mãos dadas. Ela no começo se sentiu meio encabulada, como se fosse feio andar assim; depois, ostentava um sorriso faceiro, de se sentir privilegiada.

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Vó Eva foi a primeira pessoa a eu chamar de mãe. Ela morava conosco quando eu era bebê, e como minha mãe a chamava de "mãe", eu também comecei a chamá-la. Ciúmes.

Agora, dos 4 progenitores, só a ela me resta. Preciso aproveitá-la mais. A gente procrastina, acaba se entretendo com coisas importantes e, confiados na compreensão dos nossos anciãos, vai postergando os encontros.

Minha tarefa inadiável para essa semana: dar um abraço gostoso na Vó Eva, enquanto posso e ela também pode.

Até amanhã!