sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

(Des)servindo

"Servir" é atuar em benefício de algo ou alguém. "Ter um serviço", portanto, é ter uma tarefa a que se deva dedicar todos os esforços possíveis, certo?

Ando pensando nisso nos últimos dias de modo mais latente. Sou, funcionalmente, um servidor público, remunerado com impostos pagos pelo milionário e pelo miserável; devo, portanto, prestar contas a quem me paga, certo? Se é assim, por que muitos políticos não fazem o mesmo, atuando direitinho e respeitando seu serviço e a que servem? Se bem que, se pararmos pra pensar, os mesmos indignados com a desordem política são os que geralmente procuram o primeiro "jeitinho" para descumprirem seus deveres - dirigindo embriagados e/ou acima da velocidade, comprando CD pirata, não dando lugar para a velhinha de perna fraca na condução, furando sinal de trânsito e por aí vai. Maldito Gérson, que ensinou o país a querer levar vantagem em tudo.

Mas por que todo esse palavrório? Ontem, vi passar um caminhão do Corpo de Bombeiros, indo orgulhosamente atender sua missão deontológica. Ao passar por mim, adivinha o que o motora faz? Joga papel pela janela, em plena via pública! Esse mundo tá perdido, mesmo...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Para pensar


- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.

(Lewis Carroll - Alice no País das Maravilhas)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Oração para a noite

Finda-se este dia que meu Pai me deu
Sombras vespertinas cobrem já o céu
Oh, Jesus bendito, se comigo estás
Eu não temo a noite, vou dormir em paz.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tanto e tão pouco...

"Pois é, Dr.", diria-se no meu caso; estou com uma gama de coisas pra contar que, talvez, duas bocas falando juntas não dariam conta. E agora, que fazer? Tentar fazê-lo aos poucos, creio. Formatura, noivado, OAB, cirurgia, licença e outras coisas. Inóspito? Pois é. Preciso contar tudo. Hei de fazê-lo, assim espero.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A chegada do Príncipe

Na andança imprevista, de passo forçado,
A hora é chegada, o corpo não espera
Ficando assim mesmo, na humilde tapera
O Mestre divino, menino, hospedado

Em noite cerrada, a estrela, pungente,
Resplende Sua glória, indica o caminho
Da vida eterna que trouxe, sozinho
A um mundo mui triste, estéril, descrente

Saudado é por anjos, em grã profusão
E pelos pastores, tão alegremente
Em silêncio terno, mirando o que jaz

Riquezas tributam os orientais
Dizendo ao infante em prece silente
"Bem-vindo, Alteza do Reino da Paz!"

domingo, 22 de novembro de 2009

Valendo pouco

"A carne mais barata do mercado é a carne negra". Ouvir isso da boca de um negro, como Seu Jorge, faz-me (re)pensar o preconceito como um todo. Será que a discriminação está nos olhos de quem discrimina ou na alma de quem é discriminado?

Depois de algum tempo sofrendo, a dor não tem mais o mesmo peso. A vida é assim em tudo (ou quase tudo); meu exemplo mais claro é a hipertrofia muscular: chega um momento em que não se sente mais a dor do esforço, mas o músculo, para resistir, precisa-se aumentar, como que seu volume afrontasse o halteres do atleta.

Do insigne Sergio Sardi, recordo-me do exercício de verificação, em que o olho enxerga e o olhar interpreta. Onde está o racismo que alguns insistem em dizer haver no Brasil? Será que meu olho não vê ou é o olhar de quem sofreu demais que está, pois, enxergando além da conta?

Não sou racista, e a ideia de "carne negra" tem que ser extirpada do nosso meio; mas que "nosso meio", o dos brancos-não-mais-escravocratas ou dos negros-sempre sofredores?

É lei da Economia: um produto vale o quanto é procurado e o quanto é oferecido. Acho que já está tardando a desmistificação racial brasileira. Tardará ainda mais, enquanto uma pessoa for contada pela sua "carne".

sábado, 21 de novembro de 2009

Voo estável

Monografia de conclusão entregue, pesquisa, mestrado engatilhado; agora, é aguardar!

Poderei passear, descansar, fazer o que gosto (não que eu não goste da correria); hoje, 2012 me aguarda! Assim, minhas promessas voltarão a ser cumpridas (já andei correndo um pouco no parque, mas tenho mais coisas ainda cumprir).

Enfim, agora é ritmo de festa! :)