quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Severina Xique-xique

Esse é o cara! Balança a pança e é feliz! Meu irmão fazia como ele quando era pequeno. Pena que cresceu e não é mais engraçadinho!

Sim, meus amigos, é Cafona, mas eu gosto!

Bem mais com muito menos

É quase verão! Se não fosse o calendário mostrar, eu já afirmaria que estamos entre o solstício e o equinócio. Época interessante, de muito calor, agitação, férias e mulheres nuas. E não é?

Infelizmente, e digo isso como homem, as mulheres estão ficando sem graça. Menos roupa, menos o que sonhar. São peitos que saltam aos olhos, bundas que lembram a fama de boas parideiras das brasilianas, coxas que ofendem a feiúra das demais terráqueas. Tudo bem, tudo isso é bonito (ao menos, eu acho); contudo, seria a nudez a melhor forma de se mostrar a si próprio e aos demais?

O mais legal da mulher é quando ela expressa o detalhe da sua personalidade com algo que pode passar batido se não for empregado o olhar arguto. Um laço no cabelo, um broche no vestido, uma armação nova, uma cor nova numa mecha, isso tudo não é o máximo? Isso sim é ser mulher, e não um mero objeto sexualmente desejável. Ainda creio que as adoradoras de Vênus consigam falar muito mais, dizendo quem são, como são e o que querem sem precisarem vender uma imagem de sou-tesuda-e-preciso-que-tu-me-desejes-eroticamente-para-nossa-felicidade. Ainda creio que mulheres possam chamar a atenção pelo charme, pelo ar de mistério, pelos olhos.

Olhos. Taí uma parte do corpo que mexe comigo. Mexe mesmo, de verdade. Acho que me abalam porque eles apenas são o que são, e, na pior das hipóteses, apenas os escondemos atrás dos óculos escuros. Deve ser por isso que esse tipo de adereço está cada vez mais usado: porque ninguém quer ser o que é, mas apenas mais uma popozuda ou um sarado de plantão.

Se alguma mulher me lê, peço que siga meu pedido: não procures ser gostosa, pois isso é passageiro; sê atraente, pois atração é uma coisa que persegue ao resto da vida. E não precisa ser solteira nem estar à caça para isso.

Bjo às mulheres, lindas ou não, e que sabem atrair!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Malena

Bartô Galeno! Esse é digno de se cortar os pulsos com a cédula de identidade!

Não adianta: é Cafona, mas eu gosto!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Quietinha

Sandra estava só. Tirou as sandálias e pendurou a bolsa no gancho estrategicamente ao lado da porta de saída. Lançou-se com fúria ao sofá. Fim do dia. E só. Não ligou a televisão, nem o rádio, nem o celular; já que tudo estava desligado, que assim permanecesse.

E reclinou a cabeça no braço do móvel, deixando a manta azul que cobria o encosto roçar a maça direita da face. E ali ficou. E ficou. Um prelúdio de fome lhe tocou o ventre, mas nada quis fazer. E a fome se afastou. Nem a fome quis ficar com ela, nem ela com a fome. Queria ficar só. Apenas só. Somente só. Só só. Só, só.

“Sexta-feira é dia de happy hour”, disseram as colegas de trabalho. Cada uma queria fazer uma coisa. Sandra, apesar de querer sambar, ou cantar num karaokê, ou jogar sinuca, ou pegar cinema, ou simplesmente dar uma de moleca e correr de pé descalço atrás dos pombos da praça, ainda que estivesse metida de saia godê e tailleur, ainda que tudo quisesse, não queria nada. E não querendo mais querer algo, deixou o sol do fim da tarde lhe tocar o rosto claro e os olhos verdes, preparando-se para pegar o carro e seguir para seu cantinho.

Só ela. Ela, só. Não peça a uma mulher para explicar por que ela quer ficar só, apenas deixe-a como ela quer. Quer, não; precisa. Particularmente, acho que mulheres são semelhantes a sementes: quando sós (ou, ao menos, sentem-se sós), brotam, florescem, dão resultados coloridos e brilhantes. Há dois tipos de homens diante de um cenário como o desses: o que deixa que a mulher fique assim, pois é desejo dela, e o que a faz se alegrar, pois é desejo dele mesmo.

Ela não quer o bem, nem o mal, nem o tudo, nem o nada. Ela só quer ser ela, só. No que depender de mim, deixá-la-ei assim, quietinha, só quietinha. Só. A teu tempo, ela floresce.

Shalala

Posso estar muito enganado, mas isso tocava, no Neolítico, em rádios de jovens, baladas, festas de praia e coisa e tal! Alguém lembra dessa era? Cafona, mas eu gosto!

PS.: feriadinho no trabalho! :)

domingo, 7 de dezembro de 2008

A namorada que eu sonhei

Essa dói! Eu lembro de ouvir, na cozinha de casa, com a empregada suspirando! Detalhe: essa música já era velha no Neolítico!

Não adianta, gente: é Cafona, mas eu gosto!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mama Africa

Ainda bem que, nesse tempo, não existia Lei Maria da Penha! O safanão que o pai do Chico César dá na mãe é do naipe dos que meu pai me dava!

Afinal, qual a contribuição do Cebolinha na MPB? Enfim, não interessa, é Cafona, mas eu gosto!